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Com nova Lei do Estágio, oferta de vagas diminuiu


Paula de Castro Repórter da Rádio Nacional

Brasília - Em vigor há pouco mais de um mês, a nova Lei do Estágio garante aos estudantes, além da bolsa-auxílio, o direito a férias e ao auxílio-transporte. Mas, de acordo com a Associação Brasileira de Estágios (Abres), houve uma redução no número de vagas oferecidas no país depois que as regras começaram a valer.
Pelos cálculos da entidade, no total são 60 mil vagas a menos, sendo que a queda é de 33% no ensino superior e de 67% no ensino médio. Segundo o presidente da Abres, Seme Arone Junior, o principal motivo foi a falta de um prazo de adaptação para que as empresas e as escolas pudessem ter a possibilidade de se ajustar a um novo cenário criado com a lei. “A lei foi publicada e passou a vigorar imediatamente e surgiram muitas dúvidas de interpretação”, argumenta.Estagiária do ensino médio, Jéssica Nathalia de Oliveira, de 18 anos, avalia que as mudanças são um passo muito importante, mas ainda são necessárias mais melhorias para a vida dos estudantes que fazem estágio. A aluna de curso superior Kaline de Oliveira, de 23 anos, afirma que os estagiários ainda enfrentam problemas, mesmo com as garantias da legislação. “Eu faço estágio em uma empresa e eles transformaram uma ajuda de custo no valor de R$ 50 em auxílio-transporte. E não é referente ao valor que a gente deveria receber”, reclama. O presidente do Núcleo Brasileiro de Estágio, Carlos Henrique Mencaci, explica que o caso de Kaline não é ilegal. Segundo ele, a nova lei não estabelece um piso e cabe à empresa decidir de quanto será o auxílio-transporte. Segundo Mencaci, o texto traz várias melhorias para a vida do estagiário, entre elas o horário de trabalho estabelecido em, no máximo, seis horas diárias. “Assim o estudante tem mais tempo para se dedicar aos estudos”, afirma.Dados do Ministério da Educação apontam que existem hoje 13,5 milhões de estudantes no ensino médio e superior e somente 1,040 milhão de vagas de estágio. Ou seja, apenas 8,1% dos estudantes conseguem passar pelo processo de aprendizado.O presidente da Associação Brasileira de Estágios acredita que o estudante sem nenhuma experiência vai ter mais dificuldade para conseguir um estágio. “Ficou mais difícil porque o número de vagas diminuiu bastante, o que já era difícil agora ficou mais ainda. O estudante vai ter uma concorrência maior”, aponta Seme Arone Júnior.Para ele, a legislação é boa e a expectativa é que em dois anos as empresas consigam se adaptar e reabrir as vagas.

Comércio deve abrir 113 mil vagas temporárias no Natal, estima associação


Da Agência Brasil

Brasília - O número de empregos temporários no comércio durante o período de Natal deverá chegar a 113 mil, estima a Associação Brasileira de Empresas de Serviços Terceirizáveis e de Trabalho Temporário (Assertem). Segundo o diretor de Comunicação da entidade, Vander Morales, essa é a melhor oportunidade para quem está desempregado ou busca o primeiro emprego.
“As 113 mil vagas previstas para esse ano deverão ser atingidas. Além do emprego temporário, os trabalhadores também têm grande chances de continuar trabalhando. O ano passado nós tivemos um índice de efetivação bastante alto, de 34%, ou seja, 35,7 mil trabalhadores.”
Morales não acredita que a crise financeira internacional possa reduzir o número de contratações temporárias no comércio. “As indústrias já produziram, entregaram e as mercadorias já estão no comércio. Terão que ser feitas contratações para atender essa demanda.”
Em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional, o diretor lembrou que o trabalhador temporário tem todos os direitos trabalhistas garantidos pela legislação.
“O salário tem que ser igual ao do trabalhador efetivo. Além disso, ele também tem décimo terceiro e férias proporcionais, FGTS [Fundo de Garantia do Tempo de Serviço] e proteção pela Previdência. Esse tempo que ele trabalhar temporariamente também irá contar na aposentadoria.”
Para Morales, o trabalho temporário é uma ótima oportunidade para qualquer pessoa que está buscando emprego. “Não há nenhum impedimento para contratação de mulheres grávidas, por exemplo. É uma chance inclusive para as pessoas que são chamadas de terceira idade do mercado de trabalho, acima de 45 anos, que normalmente têm dificuldades de conseguir emprego.”'

Itaú-Unibanco planeja expansão para América Latina

Ivy Farias Repórter da Agência Brasil


São Paulo - O novo banco formado pela fusão do Itaú e do Unibanco já tem destino certo para começar sua expansão no exterior, a América Latina. Ao participar hoje (4) de teleconferência ao lado do presidente do banco Itaú, Robero Egydio Setubal, o presidente do Unibanco, Pedro Moreira Salles, disse que este é um "caminho natural" a ser seguido.
"A América Latina é uma área preferencial. O México é um país muito interessante para nós", disse Salles. Segundo os executivos, o Chile, onde o Itaú tem pouca presença, e a Colômbia também estão na lista de prováveis futuros endereços.
"Sempre achei estranho o Brasil não ter uma multinacional, dado a aglomeração de talentos e ter um sistema financeiro desenvolvido. Agora existe esta oportunidade. Queremos construir uma empresa única que o país tenha muito orgulho", completou Salles.
Com a fusão, o Itaú-Unibanco passa a ser o 16º maior banco do mundo e o maior banco da América Latina. "No Brasil, nós representaremos 18% da rede bancária, com 14,5 milhões de clientes", afirmou Setubal.
No momento, a nova instituição está estudando como se dará a organização das agências. Setubal sinalizou que o Itaú não fechará nenhuma de suas agências. "Estamos estudando também como será a nova marca. Faremos antes uma pesquisa para entender a relação dos clientes com as marcas", explicou.
"Esperamos que em 2009 já comecemos a sentir os efeitos positivos desta integração", comentou Salles. Os dois presidentes explicaram que ainda não há um cronograma para pôr em prática a fusão.
"Dedicaremos um tempo relevante de nossas agendas para dar os próximos passos", explicou Setubal.

Itaú e Unibanco anunciam fusão


São Paulo - A assessoria de imprensa do Banco Itaú anunciou hoje (3) a associação com o Unibanco, que se transformará em um conglomerado situado entre as 20 maiores instituições financeiras do mundo e o maior do Hemisfério Sul, com um ativo superior a R$ 575 bilhões, sendo R$ 396,6 bilhões do Itaú e R$ 178,5 bilhões do Unibanco.O patrimônio líquido previsto com a fusão será de cerca de R$ 51,7 bilhões, segundo a Comissão de Valores Mobiliários. O Unibanco comunicou que os clientes vão continuar usando normalmente os serviços de atendimento, como emissões de cheque, cartões e demais produtos e serviços.Segundo nota divulgada à imprensa, as negociações duraram 15 meses. O presidente do conselho da nova empresa será Pedro Moreira Salles e o presidente executivo, Roberto Egídio Setúbal.A nova empresa terá cerca de 4,8 mil agências e postos de atendimento ao público, o que representará 18% da rede bancária do país, e 14,5 milhões de correntistas, ou 18% do mercado. O novo banco representará 19% do volume de crédito do sistema brasileiro.Às 16h30, os representantes da nova empresa concedem entrevista coletiva no auditório do Museu de Arte Moderna, no Parque Ibirapuera.

Bancários paulistas vêem "com preocupação" fusão do Itaú com Unibanco
Daniel Lima Repórter da Agência Brasil


Brasília - O presidente da Federação dos Bancários da CUT do Estado de São Paulo, Sebastião Geraldo Cardozo, informou em nota que vê com preocupação a fusão do Itaú com o Unibanco, anunciada na manhã de hoje (3).
Segundo ele, a apreensão da categoria é porque a formação do conglomerado pode significar o corte de postos de trabalho.
Outra preocupação de Sebastião Geraldo Cardozo é com a repercussão que o novo conglomerado financeiro poderá causar à sociedade, caso sofra qualquer tipo de abalo no futuro. Segue abaixo a íntegra da nota:
"É uma situação extremamente preocupante tanto para os trabalhadores do setor, pelo risco de cortes de trabalho, como para o usuário bancário, frente a uma possível redução dos postos de atendimento.
Além disso, é preocupante para a Nação, pois está sendo criado um conglomerado gigante que, se por infelicidade no futuro vier a sofrer qualquer abalo, os prejuízos sobrarão para a sociedade.
Agora, há um ponto que nos acende um sinal de alerta. A recém-liberação do compulsório pelo Banco Central e a autorização do governo para aprovação de crédito para compra de carteiras de bancos com problemas por conta da crise internacional nos levantam uma pergunta que requer resposta urgente: Será que uma transação como essa, com tamanhos riscos, possa estar contando com recursos públicos? Essa é questão que o movimento sindical não pode admitir".

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